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De volta à infância num barco de Coqui

De volta à infância num barco de Coqui.

É sempre bom acordar e encontrar mensagens como esta.

Muito obrigado ao André Ferreira, por nos relembrar do quão pouco é preciso para fazer uma criança sorrir e sonhar.

Na minha infância nada me fazia mais feliz do que beber um Coqui bem quente ao final do dia.

Hoje, ainda consumo Coqui, apesar de viver numa ilha e ser difícil encontra-lo, existem pequenas mercearias que ainda o vendem.

Aos meus cinco anos de idade, provei pela primeira vez o Coqui, lembro-me que vinham em frascos de vidro, e que a minha avó depois reutilizava-os, enchendo-os de feijão, grão de bico e especiarias.

Não davam para brincar… Até que apareceram as latas e o meu avô, um pescador reformado com uma enorme paciência para cuidar de mim, teve a ideia de pegar numa dessas latas e transforma-la num barco para eu brincar.

Ele não me podia oferecer um brinquedo normal, mas com um simples alicate, moldava as latas e fazia de mim uma criança feliz.

Os barcos ficavam bem feitos e ele enchia o poço de lavar a roupa para que os pudesse testar, certificando-se de que não afundavam.

Tudo isto para me fazer sorrir por um dia.

Sabia sempre quando ele ia fazer um novo barquinho para eu brincar… Era sempre quando ele vinha da mercearia com uma nova lata de Coqui e a antiga se acabava.

A lata vazia era o principal sinal de que um novo barco se preparava para zarpar comigo nas nossas inúmeras brincadeiras.

O Coqui ensinou-me imensas coisas e tive momentos de pura felicidade.

Entretanto cresci, mas continuo a trazer comigo as lições, as memórias e claro o saboroso Coqui na lista habitual de compras.

Esta história foi partilhada connosco pelo André Ferreira, a quem estamos muito agradecido pelas suas memórias.

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