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Hoje destruí um relógio

Raios partam o tempo que teima em querer tirar-te de mim.

Lembro-me de quando, há apenas meros anos atrás, distribuías sorrisos a todos os que tivessem a feliz sorte de cruzar caminhos contigo.

Lembro-me de dar pulos de alegria quando proferiste a tua primeira palavra à minha frente, e de logo de seguida guardarmos o nosso primeiro segredo para que a tua mãe mo pudesse contar mais tarde.

Mas, o tempo é rude, incapaz de esperar por quem deseja parar para apreciar o momento.

Já falas, por vezes de coisas que não consigo compreender, mas ainda assim não me canso de te ouvir. És agora mais seletiva com quem partilhas o teu sorriso, mas fazes de mim o homem mais feliz do mundo sempre que o fazes comigo.

Tens hoje seis aninhos e medes aproximadamente uma mochila e meia.

Durante estes últimos meses vi-te partir para a escola, crescer e aprender enquanto te tornas na tua própria pessoa, cheia de vontades e opiniões que fazes questão de expor enquanto lanchamos juntos acompanhados de Coqui.

Sei que os dias em que concordas com tudo o que digo estão a terminar. Dói pensar que depressa teremos a nossa primeira discussão, e sei que não te vou conseguir segurar bem pertinho de mim enquanto adormeces para sempre. Mas por favor abranda.

Pela minha sanidade, não tenhas pressa de crescer, e se o fizeres, perdoa-me as lágrimas. Prometo tentar não te envergonhar junto dos teus amigos, mas não faço promessas quanto aos namorados!

Se pudesse parar o tempo, provavelmente não o faria. Não te quero privar de um segundo que seja da maravilhosa aventura que é crescer, por muito que isso me custe.

Peço-te apenas que me concedas parte do teu tempo para que possamos juntos partilhar memória e um copo de Coqui.

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